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03 junho 2017

Dicas para viajar com crianças



O planejamento da viagem deve ser bem mais cuidadoso quando há crianças. É importante escolher um destino que tenha atrações para que elas também aproveitem a viagem e não fiquem entediadas (o que pode acabar com as suas férias). 
Você não precisa obrigatoriamente ir para os lugares mais óbvios, feitos sob medida para os pequenos, como os parques da Disney ou o Beto Carrero World, em Santa Catarina. Mas não saia de casa sem pesquisar os programas que podem agradá-las. Exemplos? Os museus de ciências interativos sempre fazem grande sucesso. Os pimpolhos podem apertar botões à vontade, brincar com experimentos e ainda aprendem. Várias cidades possuem museus desse tipo: Paris, Toronto, Munique, San Francisco e até Águas de Lindóia, no interior paulista. Também locais com bichos, como hotéis-fazenda, agradam aos pequenos.

Veja o que combina com cada faixa etária:

0 a 1 ano:

Nessa idade, é importante garantir a rotina do bebê. Horários regulares de mamadas, banho, sono, colo e solzinho ajudarão o pequeno a aproveitar a viagem. Não se esqueça de levar o cobertor e o travesseiro, o bichinho de pelúcia que só falta falar – sim, eles têm objetos pessoais que os fazem sentir em casa nos hotéis. O ideal são as viagens mais folgadas, para lugares silenciosos e com natureza: bebês costumam relaxar a partir do segundo ou terceiro dia fora de casa.

2 a 3 anos:

Nessa idade, eles recém-tiraram a primeira "carteira de motorista" – já estão craques na arte de… andar. Sua autonomia cresce e o impulso de explorar seus talentos motores é incontrolável. Atividade física é tudo e eles só desligam quando a pilha acaba. Quer dizer, o ideal são lugares espaçosos para eles correrem à vontade, mas de preferência, que tenham uma babá de plantão para ficar de olho. Aqui começa também o interesse pelos bichos.

4 a 6 anos:

As outras crianças passam a fazer parte mais consistentemente do mundo dos seus filhos. As brincadeiras coletivas ganham força, dando novo peso às habilidades motoras, cada vez mais sofisticadas. Resorts e navios com clubes infantis são ótimas pedidas. Os zoológicos estão no auge e os parques de diversões começam a valer a pena.

6 a 8 anos:

As crianças estão crescendo: o interesse pelo mundo ao redor cresce junto, e as crianças apresentam uma sede de conhecimento impressionante. Os programas culturais começam a interessar também a eles – mas vá com calma. O companheirismo é tudo nessa fase: hora de buscar atividades e lugares para serem compartilhados de verdade por pais e filhos. Aqui também é uma boa os hotéis com monitores.

8 a 12 anos:

Os caras estão quase naquela idade em que já não querem mais viajar só com os pais. Os amigos começam a fazer falta. É hora de envolvê-los na decisão sobre o que fazer nas férias. O segredo são os destinos que tirem o quase-adolescente (sim!) do lugar-comum. Viagens para outros países, roteiros de aventura, cidades com programas culturais ou parques legais e lugares em que eles possam fazer amigos costumam quebrar a inércia.


Há hospedagens indicadas para crianças?

Um hotel preparado para receber pequenos é melhor do que outro qualquer – da programação que ele oferece às condições de segurança (janelas que não abrem, por exemplo). Assim, se uma pousada disser "não aceitamos crianças", não insista. Crianças, antes de mais nada, gostam de outras crianças. E de espaços para correr, pular, brincar. Hotéis antigões, do tipo estação de águas, têm grandes quartos que acomodam bem a todos. Os mais modernos muitas vezes exigem que se peça um quarto conjugado – mais caro, e também mais confortável. Nos Estados Unidos e no Caribe, são comuns os resorts que oferecem estada e alimentação grátis para os pequenos no quarto dos grandes. Lembrete econômico: não esqueça de abastecer o frigobar de coisas gostosas compradas fora do hotel.

Que cuidados tomar com a alimentação das crianças?

Na medida do possível, a alimentação dos pequenos deve se manter igual à habitual – seja no tipo de alimentos, seja no horário das refeições. Mas, como viajar é provar, inclusive novos sabores, tente dar o melhor dos dois mundos – um pouco de escargot e um pouco de batatas fritas. Eles estão em férias, não estão? A única recomendação é com a preparação da comida. Em lugares quentes é melhor abolir a maionese. E, antes de dar um peixe, camarão ou outro pescado a seu filho, veja as condições em que ele foi preparado. Massas podem não aumentar a cultura gastronômica dos pequenos, mas são uma ótima saída para o "não quero, não gosto". Deixe a educação para a volta, ok? Se o seu filho ainda for um bebê que só come papinha, pergunte para o hotel antes de embarcar se ele faz sopinhas especiais. Você pode se livrar de um peso se desencanar de reservar uma mala só para os potinhos industrializados, achando que isso vai facilitar sua vida.

É correto estabelecer uma mesada às crianças para viagens?

Antes de viajar, estabeleça um valor que a criança poderá gastar – isso ajuda muito. E mantenha a combinação se não quiser perder a autoridade em uma próxima vez. Lembre-se: embora os pequenos também tenham direito a 500 dólares em compras em viagens ao exterior, esse valor não é cumulativo com o seu. Não adianta, por exemplo, comprar uma câmera de 1000 dólares e querer somar aqui e ali. Não pode.

O que fazer se a criança se perder?

Em grandes áreas públicas, por exemplo, desencontros podem acontecer – e acontecem. Para começo de conversa, coloque um cartão do hotel no bolso de seu filho (prender o nome em um crachá não é ridículo!). Sempre combine um ponto de encontro de fácil localização e instrua-o a pedir ajuda às pessoas uniformizadas para o levarem até lá (seguranças). Walkie-talkies, com os maiorzinhos, são uma ótima pedida.

O que levar na mala dos pequenos?

Crianças sujam pelo menos duas mudas de roupa por dia – se o roteiro não incluir lama! Tenha isso em mente quando preparar as malas. Se não quiser enfrentar lavanderias, o ideal é fazer a conta para sobrar pelo menos quatro mudas limpas. Para as crianças, dois pares de tênis é o mínimo – elas atraem poças. Nos parques, vista-as da mesma cor, de preferência berrante. Não deixe faltar bonés, meias extras e roupas de baixo. Chinelos são fundamentais na areia quente. Alguns itens não podem faltar na bagagem dos pequenos:

  • Fraldas descartáveis
  • Fraldas de pano para limpar a boca
  • Trocador
  • Sabonete
  • Xampu
  • Mamadeira
  • Chupetas
  • Toalha
  • Brinquedos
  • Roupas e calçados (levar também da estação oposta)
  • Mantas
  • Babadores
  • Câmera fotográfica
  • Talheres de plástico
  • Carrinho e/ou canguru
  • Chapéu e/ou gorro
  • Garrafa térmica
  • Algodão
  • Leite em pó e matinais
  • Bloqueador solar
  • Repelente
  • Protetor de tomada
Fonte:  http://www.organizesuavida.com.br/.

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